quinta-feira, 19 de março de 2020

Mantendo a fé em tempo de Crise - coronavirus

Vídeo gravado para os irmãos da Igreja Batista Regular Maranata, em Mossoró/RN.
Espero poder ajudar outros irmãos, neste momento.

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

O Preço e a Recompensa do Cristianismo Autêntico

Porém o rei disse a Araúna: — Não! Eu vou comprar de você pelo que vale. Porque não oferecerei ao Senhor , meu Deus, holocaustos que não me custem nada. Assim, Davi comprou a eira e os bois por cinquenta moedas de prata. Davi edificou ali um altar ao Senhor e apresentou holocaustos e ofertas pacíficas. Assim, o Senhor se tornou favorável para com a terra, e a praga cessou no meio de Israel.
2Samuel 24:24‭-‬25 NAA

O contexto de Davi era completamente diferente do nosso, mas, a sua disposição do coração, deveria ser a nossa. Infelizmente, vivemos um cristianismo por conveniência. Não estamos dispostos a pagar o preço, a tomar nossa cruz e seguir a Jesus.

Se um ministério da igreja dá trabalho, que outros façam; se ler a Bíblia, orar e adorar tira meu tempo de descanso ou diversão, eu não abro mão dos meus "direitos"; eu quero as bençãos e o sustento de Deus, mas não estou disposto a abençoar e ofertar para outras pessoas; eu quero ser salvo, mas não quero viver no caminho estreito. É impossível abraçar o mundo e a cruz ao mesmo tempo.
Viver assim, não nos custa nada aqui, mas, pode custar a vida eterna,  pois, o verdadeiro discípulo mostra evidência da sua salvação.

Que os valores desse mundo passageiro não nos afastem da herança eterna no Céu. Não ofereça a Deus um cristianismo que não te custe nada.

No entanto, aqueles que são verdadeiramente de Cristo Jesus, estão, não apenas seguros, mas, também, têm, garantido, a herança eterna no Céu. E, a sua fé, é provada e aprovada, mesmo diante das provações.

Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo. Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé: a salvação da vossa alma. (1 Pedro 1.3-9)

Fraternalmente, Pr. Ádamo Rocha.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Onde encontrar a felicidade?

“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto.” (Sl 32.1)

A expressão “Bem-aventurado” traz consigo a ideia de “verdadeiramente feliz”. 
Sem exceção, todo homem e mulher busca a própria felicidade. Buscamos a felicidade em uma vida saudável, no dinheiro, em uma posição elevada, em um relacionamento amoroso, em uma vida profissional bem sucedida... mas, cada uma destas tentativas falha, pois, nada neste mundo pode preencher o vazio da alma.
No entanto, o salmista aponta a fonte da verdeira felicidade: o perdão dos pecados. Como ser feliz com uma carga pesada de pecado sobre nossa vida e consciência? Como usufruir verdadeiramente das coisas deste mundo se nossos pecados nos separam de Deus e nos condenam a uma eternidade de sofrimento?
Você não precisa de mais dinheiro, de um emprego melhor, de ser amado por alguém, de viajar mais, ou de “curtir a vida” para ser feliz, pois estas coisas podem te dar prazer, mas, jamais te trarão a verdadeira felicidade. Para ser feliz você precisa de perdão, e o perdão só pode ser encontrado em Jesus!
“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3.19)

Foi meu Jesus quem me salvou, na rude cruz Se entregou
Tão grato sou por Seu amor e sacrifício remidor.
Por isso eu louvo ao bom Deus, que o Seu Filho ofereceu
Por mim tão pobre pecador, que excelsa graça, que amor!
(Hino: Que excelsa graça - Pr. Jaime Jr.)

A minha oração é que você encontre a verdadeira e duradoura felicidade através do perdão que há em Cristo Jesus, por intermédio do arrependimento verdadeiro e da fé genuína. 

Pr. Ádamo Rocha

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Conferência da Família 2018


A Igreja Batista Regular Maranata realizará nos dias 29 e 30 de Setembro de 2018 uma conferência da família. A conferência terá como tema "Família Crescendo na Graça" (2 Pedro 3.18), que será desenvolvido pelo Pr. Emanuel Lins (IBR em Santo Antônio/RN). 

No sábado, dia 29, o culto acontecerá às 19:30hs; No domingo, às 9:00hs acontecerá a Escola Bíblica Dominical, onde será abordado a temática do culto doméstico, e às 18:30, acontecerá o culto de encerramento. 

A igreja localiza-se na Rua Marieta Miranda, s/n, Abolição II, em Mossoró/RN.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Poesia: A Imagem de Deus

Deus criou o homem a sua imagem e semelhança;

Perfeito era o homem, mas em astúcia se meteu;

Por sua desobediência perdeu a esperança;

E como pena do pecado, em fim ele morreu
.


A morte entrou no mundo, massacrando a humanidade;

A imagem refletida, logo se corrompeu;

A maldade em seus caminhos confirma a indignidade;

Seu corpo e espírito para sempre se perdeu.


Mas o Deus Filho fez-se carne, e homem se tornou.

Nasceu, viveu, morreu, tomando o meu lugar;

No entanto, o meu Substituto perfeito, por mim ressuscitou;

E pela fé que tenho nele, Ele pôde me salvar.


Em Cristo tendo crido, vida nova recebi;

Olhando para Jesus, me transformo a cada dia;

De glória em glória a Sua imagem é restaurada em mim;

Até o Dia em que hei de vê-Lo em plenitude de alegria



Ádamo Rocha

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

DEUTERONÔMIO: A Integridade no Texto do Pacto - parte 3/3

As estipulações específicas (Dt 12 -28)

As estipulações específicas, que funcionam como aplicação ou explicação nas situações específicas do dia a dia (SANTOS, 2016, P. 53), iniciam-se com as leis referente ao Santuário, as quais são introduzidas pela recorrente exortação: cumpram estes estatutos e juízos que o Senhor deu, para possuir a terra! A exigência de integridade em Dt 12 é comprovada pela necessidade de se destruir todos os lugares de adoração idólatra (v.2-3) e pela proibição de cultuar a Deus a semelhança da adoração Cananéia aos deuses pagãos, inclusive pelo sacrifício humano. (v.30-32). O Senhor tem preceitos para todas as áreas da vida de Seu povo, inclusive para a alimentação (v.15-19; 14.1-21), dízimos (14.22-29), perdão de dívidas, libertação de escravos, dedicação das primícias do rebanho (15.1-23) e festas religiosas (16.1-17). Desta feita, torna-se claro que Deus tem total interesse na vida religiosa, familiar e social de Seu povo.
A manutenção da integridade é vista no capítulo treze. O falso profetismo é algo seríssimo e pode levar o povo do Senhor a um afastamento da obediência e santidade, por isto, todos que estivessem sendo instrumentos de desvios deveriam morrer, até mesmo os parentes mais próximos deveriam apedrejar o culpado (v.6-11). Uma cidade toda deveria ser destruída, caso fosse levada a idolatria por homens malignos. De fato, Deus leva muito a sério a lealdade absoluta de Seu povo.
A pena de morte como punição para a violação da aliança é novamente segurada. Outras diversas prescrições da parte do Senhor são dadas: escolha de reis; herança dos levitas; punição para feiticeiros e falsos profetas; cidades de refúgio; uso de testemunhas; procedimentos na guerra; julgamento de homicídio; casamento com mulheres de povos conquistados; filhos rebeldes; relacionamentos interpessoais; pessoas proibidas de entrar na congregação, além de outas áreas tratadas (Dt 17-26), tudo isto visando a integridade perante o Senhor por meio de uma obediência amorosa, o que traria como consequência as bênçãos e a proteção divinas (26.16-19).
A cerimônia de ratificação do pacto é descrita no capítulo 27. No início do capítulo é ordenada a construção de um altar e a escrita do livro da lei ao atravessar o Jordão. Moisés estabelece o monte Gerizim para o anúncio das bênçãos e o monte Ebal para o pronunciamento das maldições. As bênçãos e as maldições, devido a integridade ou falta de integridade, são detalhadas no capítulo 28.
Os termos da Aliança (Dt 29-30)
 Nestes dois capítulos, “Moisés especifica os detalhes do pacto sob o qual os israelitas entrariam [e permaneceriam] na terra prometida” (RYRIE, 2006, p.198). Estando todos perante o Senhor, Moisés, convoca-os a uma resposta leal, tendo por base a fidelidade absoluta do Deus de Israel. O próprio Senhor se interpôs por julgamento (29.12), mostrando assim a garantia de Sua integridade para com o pacto. Aquela nova geração estava se comprometendo com Deus e testemunhando a palavra de compromisso e juramento do Senhor, como Ele já havia feito com os patriarcas e as gerações passadas (29.13). Igualmente, por meio da identificação genealógica, aquela geração presente nas planícies de Moabe estava comprometendo as próximas gerações com o Senhor (29.14-15).
A idolatria é mais uma vez condenada e o Senhor adverte para que qualquer raiz de idolatria, que traga consequências amargas para o povo do pacto, seja completamente erradicada (29.16-18). Qualquer pensamento curvo, que leve alguém a acreditar que viverá bem, apesar da perversidade pessoal, será julgado e terá a ira de Deus como consequência em sua vida (29.19-20). De fato, o Senhor se dispõe a derramar abundantemente a Sua justa ira, caso o povo venha a desprezar a aliança feita com o Senhor, isto será um grande espanto para todas as nações que destas coisas testemunharem (29.24-28).
Dentre as maldições previstas para os infiéis e desobedientes, está o cativeiro (o que foi concretizado na história de Israel). No entanto, movido por sua Misericórdia, o Senhor prometeu trazer de volta o Seu povo do cativeiro, caso haja a verdadeira contrição e arrependimento. Evidentemente, da mesma forma como a falta de integridade traria graves consequências, a presença da integridade trará restauração (30.1-20). É exatamente neste contexto de arrependimento e restauração, que somos informados de algo fundamental, a saber, a transformação interna e completa não é obra meramente humana, depende da volição e do agir de Deus (30.6).
A despedida de Moisés e a exaltação da integridade de Deus (Dt 21-34)
A fidelidade do Senhor mais uma vez seria provada pelo fato de que Ele passaria adiante do Povo, destruiria as nações inimigas e daria a terra como herança aos filhos de Abraão (31.3,8). Da parte do povo a lealdade seria exigida. Deveriam ler periodicamente o livro da lei, para todo o povo, como uma forma de ensinar as gerações posteriores a respeito do Senhor, a fim de que eles O temessem e O obedecessem todos os dias de suas vidas (31.10-13).
Infelizmente, em meio a toda esta afirmativa de compromisso e lealdade da parte do povo, o Senhor revela a Moisés que rapidamente eles iriam se corromper e abandonar a integridade perante o Senhor, quebrando assim a aliança que fizera com Ele (31.16).
Em meio a tudo isto, Moisés, antes de sua partida, ensinou um cântico de exaltação a Deus a toda aquela geração, para que, todos conhecessem e transmitisse os estatutos e juízos do Deus verdadeiro, pois das Palavras do Senhor dependia a vida de cada um deles (32.46-47). Finalmente, Moisés profere palavras de bênçãos as tribos de Israel, sobe ao monte Nebo, contempla a terra prometida e, aos cento e vinte anos morre perante o Senhor e o Senhor mesmo sepulta o corpo do Seu mensageiro e nomeia Josué como sucessor.
Vimos até aqui, panoramicamente, que cada capítulo do livro de Deuteronômio pode ser visto a luz da integridade de Deus e de Sua exigência de integridade por parte de Seu povo.

RYRIE, Charles C. A Bíblia anotada: edição expandida. Tradução de Susana Klassen. São Paulo: Mundo Cristão, 2006.

SANTOS, Pedro E. C. Exegese em Deuteronômio. Natal: SIBB, 2016 “material não publicado”.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

DEUTERONÔMIO: A Integridade no Texto do Pacto - parte 2/3

As Estipulações Gerais (Dt 5-11)
Esta etapa do livro de Deuteronômio também começa com um chamado a todo o Israel, a fim de ouvir, aprender e obedecer aos estatutos e juízos do Senhor (5.1). Aqui, como em 1.1 e ao longo do livro, pode-se perceber que “todos os israelitas estavam obrigados como membros da comunidade da aliança” (CRAIGIE, 2013, p.144), porém, a ênfase no ouvir e na obediência mostra a importância do aspecto individual desta obrigação. Moisés, como mediador da aliança, era igualmente devedor de uma vida íntegra diante de Seu Deus (5.31-33).
O capítulo 5 funciona como uma espécie de eixo para o livro de Deuteronômio. Este capítulo trata do decálogo, as exigências mais básicas e gerais da aliança deuteronomista. O decálogo foi dado pelo próprio Deus no Sinai, o qual não fora revogado a pesar da infidelidade de Israel por todo o percurso no deserto. De fato, a aliança no Sinai é a base do relacionamento entre Deus e Israel, por isto foi citado em 5.2-3. No entanto, “deve-se insistir no fato de que a aliança era mais do que uma lista de estipulações. Era fundamentalmente um relacionamento entre Javé e Israel (cf. 4:13,14)” (THOMPSON, 1982, p.109).
O capítulo 6 discorre sobre aquele que Jesus viria a afirmar ser o maior de todos os mandamentos (Mc 12.29-30). De uma forma ainda mais enfática, a ordem de guardar, transmitir e cumprir todos os estatutos do Senhor é repetida também neste capítulo (v.1-3). Veja que a ideia é cumprir todos os mandamentos do Senhor por todos os dias da vida, os quais seriam proporcionalmente multiplicados na terra em que passariam a habitar, ou seja, o amor e a obediência a Deus daria ao povo de Pacto o privilégio de permanecer habitando e desfrutando da Terra prometida.
O amor ao Senhor deveria ser integral, nas palavras de Moisés, “de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força” (6.5). Como consequência direta do amor ao Senhor, estaria o apropriar-se dos mandamentos do Senhor e o transmitir às gerações futuras (6.6-7). O grande mandamento é dado com uma enfática advertência: quando estiverem bem, na terra que eu te der, guarda-te, para não esquecer do Senhor e incorrer na idolatria (6.12-14). O Senhor é zeloso e não deixará de trazer a disciplina, como fez na peregrinação, no deserto (6.15-16). A integridade deveria ser necessariamente demonstrada pelo amor ao Senhor e pela obediência a Ele, assim, o Senhor responderia com justiça e provisão (6.24-25).
O capítulo 7 traz outra exigência de Deus para o Seu povo: para desfrutarem de toda a terra que te dou, terão que destruir todos os cananeus. Sabedor de que a soberba poderia macular o povo da aliança, o Senhor deixa evidente que os favores concedidos a eles se dão pela escolha do Senhor e não por seu valor intrínseco (7.6-8). A escolha por parte do Senhor intensifica ainda mais a necessidade de resposta obediente por parte do Seu povo. Assim, os israelitas deveriam não apenas derrotar os povos inimigos do Senhor (pois Deus estaria trazendo juízo sobre cada um deles), como também guardar os demais mandamentos do Senhor (7.11) e odiar aquilo que o Senhor detesta (7.25).
 A verdade fundamental no livro de Deuteronômio (a obediência como pré-requisito para usufruir da terra) é, mais uma vez, enfatizada (Dt 8), pela necessidade de se recordar os feitos do Senhor pelo deserto. Desta vez, o propósito do Senhor nestes 40 anos é revelado: humilhar, provar e revelar o que estava no coração de cada israelita (8.2). Porém, a bondade e a provisão do Senhor os acompanhou por todo o período de provação (8.3). Sendo assim, a aplicação imediata gira em torno da importância de não esquecer do Senhor que te redimiu da escravidão do Egito (v.11), caso contrário, seriam destruídos da mesma forma que as outras nações.
O capítulo 9 lembra a obstinação do povo de Israel e sua facilidade e rapidez em se corromper e quebrar a aliança feita com o Senhor (v.12,16,24). Diante destes fatos, o Senhor afirma aquilo que requer do Seu povo: temor, obediência, amor e serviço (10.12). Como veremos posteriormente, o capítulo 10 é chave para o tema “integridade”, por isto, nos deteremos um pouco mais posteriormente.
O capítulo 11 encerra a sessão relembrando o que o Senhor fez aos Egípcios e aos infiéis Datã e Abirão, no deserto. Estes exemplos serviram de alerta para o povo da aliança cuidar do próprio coração (v.16), a fim de não se desviar do Senhor em busca de outro deus que supostamente trariam chuva e bênçãos para a terra. Tais atitudes trariam sérias consequências para a terra e principalmente para o povo (v.17). Sabedor de que o povo poderia rapidamente se desviar e recorrer a Astarote (mesmo que ocultamente), o Senhor adverte que tal prática traria graves consequências, por outro lado, caso o povo agisse perante o Senhor com fidelidade, confiança e obediência teriam como consequência em suas vidas, bênçãos espirituais e naturais.

CRAIGIE, Peter C. Deuteronômio. São Paulo: Cultura Cristã, 2013.

THOMPSON, J. A. Deuteronômio: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Refletindo...

A respeito da Bíblia: “Suas doutrinas são santas, seus preceitos são obrigatórios, seus relatos são verídicos, e suas decisões são imutáveis. Lê-a para que te tornes sábio, crê nela para que fiques seguro, e pratica-a para que sejas santo. Ela contém luz para orientar-te, alimento para sustentar-te, e consolo para animar-te. É o mapa do viajante, o bordão do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado, e a carta magna do crente.”
Autor desconhecido.

DEUTERONÔMIO: A Integridade no Texto do Pacto - parte 1/3


A palavra integridade tem a ver com “característica ou circunstância do que se encontra inteiro; atributo do que não sofreu diminuição; totalidade ou plenitude; 2. (Figurado) Qualidade do indivíduo que é íntegro; peculiaridade de quem é digno, honrado ou honesto; que não é possível corromper; 3. (Figurado) Designação de quem apresenta comportamentos ou ações que demonstram equidade, dignidade ou honestidade; probidade ou justiça” (“Integridade.” Em: léxico: dicionário de português online).
Na versão portuguesa (Almeida Revista e Atualizada – ARA) de Deuteronômio a palavra “todo(s)/toda(s)” (tradução de lk - e suas variações) aparece em todos os capítulos. Moisés faz uso desta palavra 230 vezes no livro de Deuteronômio. O fato de existir tanta repetição desta palavra indica que a integridade (o todo) estava frequentemente na mente do Escritor sagrado, e, isto pode ser facilmente perceptível: toda a lei deve ser lida, aprendida, ensinada, obedecida; a obediência a Deus deve ser em todas as áreas da vida, não apenas visivelmente, mas também internamente (obediência parcial é desobediência); o amor a Deus deve ser de todo o coração, toda a alma e de toda a força, etc.
Em todo o livro de Deuteronômio é possível enxergar a necessidade de integridade. Nos capítulos iniciais (Dt 1-4), Moisés mostra que a fidelidade de Deus, comprovada na história é a razão para a exigência da lealdade e integridade por parte do povo da aliança. Na sequência (Dt 5-28), podemos perceber que tanto as estipulações gerais quanto as específicas, focam, não apenas os atos externos, mas também no estado do coração, ou seja, Deus exige inteira obediência da parte do Seu povo, isto é, integridade. Quando os termos da aliança são “postos à mesa” (Dt 29-30), o povo é convocado a anuir à aliança em integridade. Por fim (Dt 31-34), temos a despedida de Moisés, o cântico e a bênção enfatizando a integridade de Deus em benefício do povo e a necessidade do povo reagir à altura. Vejamos como o tema “integridade” se desenvolve em todo o livro de Deuteronômio.
    O Prólogo Histórico (Dt 1-4)
Na primeira parte do livro, o prólogo histórico, após descrever a ocasião do livro e as partes envolvidas no tratado, YHWH e Israel, o autor destaca os atos de Deus em favor de Israel.
Já no primeiro versículo do livro podemos ler que o alvo de Moisés foi alcançar todo o Israel com suas palavras, ou seja, na íntegra, toda a nação estava sendo convocada a conhecer e se comprometer com o pacto. A integridade de Moisés como o mensageiro do Senhor e mediador da aliança é evidenciada ainda no primeiro capítulo (v.3), quando diz que ele falou conforme tudo o que o Senhor lhe mandara.
No livro de Êxodo, a geração passada (em relação à geração em Deuteronômio) havia entrado em um pacto com o Senhor. Os primeiros versículos de Deuteronômio visa trazer a memória da nova geração, que apesar da desobediência e infidelidade deles e de seus pais, YHWH havia se mantido fiel e absolutamente leal, retirando-os do Egito com mão poderosa, guiando e protegendo por todo o percurso no deserto e disciplinando Seu povo com equidade.
Estando nas planícies de Moabe, na fronteira da terra prometida, o Senhor daria ordens para entrar e conquistar o território (1.6-8), porém, esta ordem é precedida por uma exortação: Seus pais não entraram trinta e oito anos atrás porque foram infiéis, desleais e desobedientes (1.26-27). Apesar de uma confissão de pecado por parte do povo naquela ocasião (1.41), o Senhor não os permitiu entrar, pois o Senhor vê o coração e naquele momento não enxergou integridade por parte do povo da aliança.
O capítulo 2 registra que durante toda a peregrinação o Senhor abençoou Israel de todas as formas (v.7). No entanto, toda aquela geração morreu pela mão do Senhor devido à desobediência. Ainda assim, chegando em Moabe, o Senhor trouxe medo a todos os povos e os Israelitas conquistaram, pelo auxílio do Senhor, as cidades de Hesbom e Basã (2.24-3.11).
Israel não estava apenas diante da terra prometida, estava também perante o Senhor. Exatamente neste momento, Israel foi lembrado que a lei de Deus reflete a Pessoa de Deus, e como fundamento da nação é a base do julgamento de Deus. No capítulo 4 entendemos que, por mais que Israel jamais deixará de ser povo de Deus, sua permanência na terra prometida dependeria de sua obediência e fidelidade a lei de Deus.
Santos afirmou que “o próprio fato que o livro está na forma e estilo de um texto pactual pressupõe que o relacionamento pactual entre Yahweh e Israel é o maior interesse” (2016, p.17), concordamos com o autor e afirmamos ainda que a fidelidade de Deus não apenas testemunhada pelos israelitas, mas também indicada e prometida nos termos do pacto, garantem uma fidelidade absoluta por parte de Deus e exige lealdade absoluta por parte do povo da aliança.



SANTOS, Pedro E. C. Exegese em Deuteronômio. Natal: SIBB, 2016 “material não publicado”. 

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A INTEGRIDADE COMO EXIGÊNCIA DO PACTO Uma introdução ao livro de Deuteronômio

O título deste livro em português (“Deuteronômio”) é um tanto enganoso. Seu significado literal é “segunda lei”, o que tem gerado duas ideias opostas e ao mesmo tempo errôneas: 1. O livro se trata de uma repetição da lei (SANTOS, 2016, p.1); 2. O livro traz uma nova lei, em relação ao que foi dada no Sinai (CRAIGIE, 2013, p.17).
No entanto, o título hebraico deste livro é bem mais apropriado, pois consiste nas primeiras palavras do livro “Estas são as palavras” (Dt 1.1). De fato este título descreve melhor o conteúdo do livro, pois, “a maior parte do livro consiste das palavras que Moisés dirigiu a Israel imediatamente antes da entrada na terra prometida” (CRAIGIE, 2013, p.17).
O estilo do livro de Deuteronômio é homilético, com um forte tom exortativo, visando levar a congregação de Israel ao compromisso e obediência ao Senhor por meio da aliança. Deuteronômio, como um texto pactual, segue os padrões dos tratados formais de sua época, como o tratado hitita, mas esta literatura vai além de um mero texto pactual, pois inclui discurso de despedida de Moisés, itinerários, narrativas, exortações, hinos etc, Deuteronômio tem um gênero bem variado (SANTOS, 2016, P.8). É imprescindível lembrar que, a semelhança dos tratados vassalo-suserano da época, a aliança com o Senhor já havia sido realizada por uma antiga geração, no Sinai, e agora estava sendo reafirmada pela nova geração.
A aliança no Sinai fora feita entre o Senhor e uma nação libertada da escravidão do Egito e prestes a atravessar o deserto rumo a terra prometida, jornada esta que poderia ter durado algumas semanas, entretanto durou trinta e oito anos devido a desobediência e falta de confiança do povo da aliança. Apesar de todo o Israel ter anuído à aliança com o Senhor, durante todo o percurso, desde o Sinai até as planícies de Moabe, demonstraram falta de compromisso e lealdade. Por outro lado, Deus sempre se manteve fiel à aliança com seu povo e demonstrou misericórdia e bondade por amor aos patriarcas e aos remanescentes fiéis. Por toda a jornada pelo deserto, o Senhor os conduziu em segurança, suprindo cada uma de suas necessidades.
Agora, o povo da aliança estava nas Planícies de Moabe, prestes a atravessar o Jordão e conquistar os cananeus (que estavam amedrontados) para tomar posse da Terra prometida a seus pais. Os israelitas adultos desta época não faziam parte da geração passada que fizera aliança com o Senhor, por isto a necessidade de renovação da aliança. Outra razão para esta necessidade se deu pelo fato de que os judeus passariam a ter um modo de vida radicalmente diferente do que tivera anteriormente durante a peregrinação, estariam vivendo de forma fixa em um ambiente que brevemente se tornaria urbano. Tudo isto evidencia a necessidade de novas instruções e da renovação da aliança. Esta nova geração precisava conhecer suas origens e compreender cada termo da aliança para igualmente anuir ao pacto com o Senhor (MERRIL, 2009, pp.378-379).
A renovação era especialmente necessária porque Moisés, o mediador da aliança, estava prestes a morrer, por isto, além da renovação, fez-se necessário um registro escrito dos termos da aliança – o pentateuco, especialmente o livro de Deuteronômio. A pessoa de Moisés era intimamente ligada à aliança, como supõe Craigie “para muitas pessoas, a pessoa de Moisés e a aliança devem ter parecido inseparáveis” (2013, p.29). A renovação da aliança indica que o líder, de fato, da nação é Deus, não Moisés. Em seus últimos momentos, Moisés exorta o povo à sinceridade, obediência e lealdade a Deus e ao Seu novo co-regente Josué, pois disto dependia a vitória sobre os inimigos e a permanência na terra prometida.
A chamada aliança Mosaica, é do gênero suserano-vassalo, e como diz Santos, “uma aliança feita entre um Grande Rei e um povo vassalo deve ser renovada por seus sucessores com o passar das gerações” (2016, p.6). Nas palavras de Craigie, a aliança entre Deus e seu povo
era a constituição da teocracia. Deus era rei e havia, para si mesmo, resgatado seu povo do Egito. O povo, que tudo devia a Deus, teria de se submeter a ele em uma aliança de amor [...] Enquanto os outros pequenos Estados políticos serviam como vassalos do Egito ou do Império hitita, os israelitas deviam lealdade somente ao seu suserano Deus (2013, p.19,23).

CRAIGIE, Peter C. Deuteronômio. São Paulo: Cultura Cristã, 2013.
MERRILL, Eugene H. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Shedd, 2009.

SANTOS, Pedro E. C. Exegese em Deuteronômio. Natal: SIBB, 2016 “Material não publicado”

Revista Ênfase Cristã - 3ª edição.

Saiu a nova edição da Revista Ênfase Cristã. Desta vez, o periódico traz como destaque o tema "Dispensacionalismo" por meio de uma enriquecedora entrevista com o Professor Michael Vlach.

Acesse o link e aproveite este e outros conteúdos para a sua edificação.
https://issuu.com/revistaenfasecrista/docs/revista_enfase_crist___3_-_edi____o

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Revista Ênfase Cristã - 2ª edição.



Foi pulicada, dia 20 de Maio, a segunda edição da revista Ênfase Cristã. Se trata de uma excelente ferramenta para o estudo e crescimento na fé.

Nesta edição a entrevista é com o Dr. Daniel Wallace e traz três novos editores:
1. Marcos Paulo Soares - "Exegese em Ênfase"
2. Randy Cook - "Arqueologia em Ênfase"
3. Dennis Salgado - "Devocional em Ênfase"

Tenham uma excelente leitura!










Link: https://issuu.com/revistaenfasecrista/docs/revista_enfase_crist___2_-_edi____o/1

sábado, 22 de agosto de 2015

BÊNÇÃOS MATERIAIS É SINÔNIMO DE INTIMIDADE COM DEUS?









      Constantemente confundimos intimidade com Deus pelo que Ele faz por nós, e não pela aproximação dEle através da Bíblia e da oração, bem como pelo desejo de buscá-Lo e servi-Lo independentemente da percepção clara de um agir extraordinário e maravilhoso de Deus em nosso dia-a-dia.
     Vivemos em uma era de um cristianismo pragmático e experimental, onde os “cristãos” desejam sentir que Deus está fazendo algo “real” em suas vidas. Queremos ver as bênçãos fluindo de Deus a cada momento, mas não somos fiéis e perseverantes em buscá-Lo a cada dia. Pensamos que cristianismo significa Deus nos agradando, mas facilmente podemos perceber na Bíblia que nossa ambição na vida deveria ser agradar a Ele.
      É certo que Deus, em Cristo, nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais (Efésios 1:3). Mas é certo também que Deus não é constante em “invadir” nossas vidas com grandes e excepcionais intervenções, a menos que seja para revelar sua Glória por meio de nós, e não para benefício único e exclusivo nosso.
     A Palavra de Deus nos diz: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós outros” (Tiago 4:8) e Deus já nos providenciou tudo o que é necessário para isso: a morte e ressurreição de Cristo, a Bíblia, a oração, o Espírito Santo e a adoração individual e coletiva. A intimidade com Deus consiste em buscá-lo fielmente por meio daquilo que Ele nos providenciou.
    Portanto, paremos de buscar manifestações rápidas e fáceis de Sua Santa presença e sejamos fiéis e pacientes em buscar a intimidade com Deus como um processo constante e contínuo deixando nas mãos de Deus o cuidado e a intervenção no momento e na forma como lhe agradar.
                       
Pr. Ádamo Rocha


Adaptado de Joseph M. Stowell. Vivendo a Intimidade com Deus. Série Descobrindo a Palavra, Ministérios RBC. p.6-12

terça-feira, 28 de julho de 2015

Excelente ferramenta para o crescimento espiritual... e gratuita!

Foi lançado neste mês de Julho um periódico virtual semestral, que tem como objetivo oferecer um recurso para nortear nossa mente com uma perspectiva bíblica cristã, de forma GRATUITA. Este periódico recebeu o nome de ÊNFASE CRISTÃ.
Tendo como editor chefe o Pr. Charles Bronson (Igreja Batista Regular Central de Mossoró/RN), o periódico conta com a colaboração de homens e mulheres fieis ao Senhor e aptos para nos instruir e edificar em diversas áreas.
Que Deus dê longa vida a este projeto, que esteja por muitos e muitos anos a disposição daqueles que se interessam por crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.
Segue o link do periódico a baixo, boa leitura.

Link: http://issuu.com/revistaenfasecrista/docs/revista___nfase_crist___1

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A limpeza interior que resulta em pureza exterior

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque limpais o exterior do copo e do prato, mas estes, por dentro, estão cheios de rapina e intemperança! Fariseu cego, limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo!” 
Mateus 23.25-26

            Estes versículos se encontram em uma seção do livro de Mateus onde Jesus adverte e reprende os escribas e os fariseus de várias coisas relacionadas a hipocrisia. Os escribas eram homens que copiavam a lei e na época de Jesus eles formavam um grupo religioso que estudavam, interpretavam e ensinavam as Escrituras, Jesus mostrou que os escribas não estavam agindo em conformidade com o que pregavam, estavam sendo falsos. Os fariseus formavam um grupo religioso que pregavam o moralismo, criavam leis e manipulavam as leis existentes de acordo com seu próprio interesse, Jesus revelou a verdadeira realidade dos fariseus afirmando que tudo que eles faziam era pura hipocrisia.
            Jesus usou a figura de um copo limpo por fora e sujo por dentro para ilustrar a situação dos escribas e fariseus. Eles queria mostrar uma boa aparência mas Deus sabia que em seus corações estavam cheios de pecados.
            Jesus chamou os escribas e fariseus de cegos, pois, mesmo enxergando os pecados dos outros eles não enxergavam seus próprios pecados.
            Por fim, Jesus receita a solução: limpa primeiro o interior para que o exterior também fique limpo. Veja que Jesus reprova a hipocrisia, mas não incentiva o pecado. Ele disse que é necessário ficar limpo tanto no interior quanto no exterior. O fato de existir falsos religiosos e até falsos líderes religiosos não quer dizer que não exista verdadeiros líderes e verdadeiros crentes que buscam servir ao Senhor correta e honestamente.
            Todos nós estamos sujos pelo pecado, por mais que a gente tente esconder nossos pecados eles continuam em nós e nos condenam: “Ai de nós!”. Qual a solução para nós hoje? Limpar apenas o exterior? Não! Devemos ser limpos por dentro para sermos limpos por fora. Como podemos ser limpos por dentro?
            Para sermos limpos precisamos reconhecer que não existe nada em nós que agrade a Deus ou mude nossa situação. A Bíblia diz: “Como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.10-12,23). Para recebermos o perdão de Deus precisamos primeiramente reconhecer que precisamos do seu perdão.
            Para sermos limpos precisamos entender que nosso pecado nos condena. A Bíblia diz que o salário do pecado é a morte (Romanos 6.23). Se morreremos no corpo é porque somos pecadores e se somos pecadores nosso espírito está morto, pois o pecado mata o espírito serando o espírito de Deus. Logo, se estamos espiritualmente mortos e separados de Deus, quando o nosso corpo morrer o nosso espírito ficará para sempre longe de Deus, no castigo eterno, como está escrito: “E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo” (Apocalipse 20.15)
            Para sermos limpos precisamos saber o que Cristo fez por nós ao morrer na cruz. Antes de vir a este mundo, Jesus já existia, aliás, Ele sempre existiu. Jesus foi enviado por Deus a este mundo para receber o salário pelo meu e pelo seu pecado, ou seja, Jesus veio a este mundo com o propósito de morrer por nós. Isto é a grande prova de que Deus nos ama. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Cristo morreu pagando pelos nossos pecados e recebendo a punição por cada um deles, mas Cristo ressuscitou abrindo o caminho para Deus e tornando-se o ÚNICO meio para se alcançar a vida eterna, Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6).
            Por fim, para ser limpo precisamos nos arrepender de nossas ofensas contra Deus e CRER única e completamente em Jesus como nosso salvador pessoal. Jesus é o único meio de salvação, mas só obteremos a salvação se o recebermos como nosso salvador pessoal. A Bíblia diz:
1.      “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (Atos 3:19) – quando você reconhecer e se arrepender de seus pecados, estando pronto a se converter, ou seja, mudar completamente sua atitude para com Deus e disposto a mudar de vida, Deus promete cancelar seus pecados, perdoando sua dívida para com ele pois Cristo já pagou. Deus fará de você uma nova pessoa, um filho amado, um salvo.
2.      “Crê no Senhor Jesus e serás salvo” (Atos 16:31) – Depois de arrepender-se é necessário Crer. Não crer em qualquer coisa ou pessoa, crer apenas em Jesus. O resultado desta fé é a salvação.
3.      “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36) – ter o filho aqui significa crer e receber o filho como salvador pessoal, quem assim fizer tem a garantia de vida eterna, por outro lado, se manter rebelde significa rejeitar a salvação que Jesus dá, mesmo depois de entender o que Cristo fez e o que Cristo oferece, quem não crer, ou seja, rejeitar Jesus, irá receber o salário pelo seu pecado e estará para sempre no lago de fogo, recebendo a ira de Deus.
4.      “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5.24) – Por duas vezes Jesus enfatiza que está falando a verdade, nos dizendo que é algo de muita importância para nós. Como Jesus falou, você precisa ouvir estas verdades, e acaba de ouvir. Agora você precisa crer. Creia em Jesus como seu Salvador pessoal. Se assim você fizer Jesus promete três coisas: 1. Você TEM a vida eterna – não está no futuro e não existe condicionalidade. Se você crer você está salvo e está salvo AGORA; 2. Você não entrará em Juízo – o tão temido julgamento final não fará parte de sua vida, pois, se crer, você já foi perdoado e como perdoado não é culpado e não sendo culpado você não vai precisar ser julgado; 3. Você passou da morte para a vida – você estava condenado ao lago de fogo, mas pela fé no que Cristo fez por você, você agora tem a vida eterna.
5.      Por último, saiba que se você creu em Jesus agora, saiba que você precisa confessar sua fé, pois uma fé escondida não tem mais importância que a incredulidade, a Bíblia nos diz: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” (Romanos 10:9). Após crer em seu coração, confesse imediatamente a todos quanto puder que você se arrependeu, creu em Jesus e recebeu o perdão de Deus. Fazendo isso, nada poderá te separar de Deus, como está escrito: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.  Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:1,38-39)

Espero receber notícia de sua fé em Cristo e encontrar com você no Céu para louvarmos juntos ao nosso Salvador
Que Deus te abençoe!

Pr. Ádamo Rocha

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

OPINIÃO FORMADA OU UMA METAMORFOSE AMBULANTE?


Pr. Charles Bronson

O “maluco beleza”, Raul Seixas, marcou uma geração por sua lucidez em entender os sistemas de pensamento que o rodeavam a ponto de questioná-los e influenciar outros no mesmo sentido. Fazia isso através de suas composições e interpretações semeadoras de cosmovisões.
O termo cosmovisão é tradução da palavra alemã Weltanschauung, que significa "modo de olhar o mundo" (welt, "mundo"; schauen, "olhar"). “É um conjunto de pressuposições [hipóteses que podem ser verdadeiras, parcialmente verdadeiras ou inteiramente falsas] que sustentamos [consciente ou inconscientemente, consistente ou inconsistentemente] sobre a formação básica do nosso mundo.” (James W. Sire).
De forma genial, Nancy Pearcy define cosmovisão como um mapa mental que nos diz como navegar de modo eficaz no mundo. E são muitas as opções para os viajantes: positivismo, liberalismo, marxismo, humanismo, pós-modernismo etc. Alguns destes mapas, obsoletos para uns, sempre úteis para outros.  
Esses muitos “ismos” servem como uma “caixa de ferramentas filosóficas abarrotada de termos e conceitos”, montando um padrão de ideia e comportamento humanos. Observemos, em síntese, o perfil de um deles, o pós-modernismo – uma das de ferramentas filosóficas mais utilizadas em nossos dias.
Uma alternativa ao pensamento moderno, ainda que hoje, anda em paralelo. Trata-se de um conceito muito amplo, ainda em construção, mas que já tem desconstruído muitas estruturas de pensamento, redefinindo conceitos e reinterpretando leituras de mundo.
O Pós-Modernismo é, principalmente, uma abordagem epistemológica (trata da natureza e a justificativa para o conhecimento/verdade). Busca a resposta para perguntas do tipo: Como sabemos o que sabemos? Como saber se o que sabemos é verdade?  O filósofo cristão J. P. Moreland explica que esse mapa mental, representa uma forma de relativismo cultural sobre coisas como a verdade, a realidade, a razão, os valores, o significado linguístico, o 'eu' e outras noções.
Comemora a queda dos pilares absolutos e erguem fortes bases fincadas no relativismo ou pluralismo como sustentação da mentalidade humana. Sua versão religiosa, em síntese, se manifesta nos chavões: “Fé é, por definição, individual e subjetiva!” ou “Qualquer crença é a verdade, se ela for verdadeira para mim!”. Uma rejeição enfática a qualquer afirmação de verdade absoluta.
            Diante disso, o crente precisa ter em mente uma cosmovisão bíblica. Ser capaz de ler o mundo com as lentes da fé cristã e quando navegar em mares desconhecidos não se deixar levar por qualquer onda de pensamentos, muitos dos quais contrariam a verdade de Deus. Ter a convicção de que os princípios revelados na Bíblia são atemporais, superiores à opinião pública e independem do veredicto de “intelectuais orgânicos” para serem considerados relevantes.
Nesse sentido, o primeiro capítulo do livro de Daniel torna-se uma ferramenta bíblica útil, ao explicar como ele e seus companheiros venceram uma difícil batalha entre cosmovisões. Uma trajetória que serve de referencial para uma mentalidade que conduz a um comportamento para a glória de Deus.
No meio de uma geração que se corrompia, Daniel possuía valores absolutos. O fato de não ter sido devorado na cova dos leões é admirável; mas outro fato também é digno de nota: Daniel não deixou que as cosmovisões que o rodeavam devorassem sua mentalidade, tornando-se mais uma presa do sistema de pensamento babilônico.
O império babilônico era o mais poderoso da época, e a capital Babilônia a cidade sede de um panteão de divindades (idolatria), capital mundial da astrologia e feitiçaria, berço de uma das sete maravilhas do mundo antigo (os Jardins suspensos da Babilônia). Um polo científico do mundo de então. E Daniel era um jovem de reconhecida capacidade intelectual; mas não foi por meio de um “ciências sem fronteiras” do governo de Israel que ele chegou até a Babilônia. Historicamente, era o momento em que as mãos do rei Nabucodonosor tomavam conta de grande parte do mundo antigo em disputa, mas, soberanamente a mão de Deus disciplinava seu povo, Israel, com o triste Cativeiro babilônico.
Quando aconteceu uma seleção do governo (concorridíssimo e de alto nível), Daniel foi um dos poucos aprovados. Daniel entendia o mundo sem absorver o mundanismo. Não demonizou a cultura em si, mas vigiou para não cair nas armadilhas de um ambiente que “jaz no maligno”. Ele rejeitou as “finas iguarias do rei”, porque se deliciava diariamente com alimento da preciosa comunhão pessoal com Deus. Não adotou um mapa mental babilônico, pois não queria se afastar do Senhor.
No ano 539 a.C, o império babilônico ruiu, derrotado pelo exército Persa. Mas, na guerra de cosmovisões, Daniel permaneceu firme na fidelidade a Deus, vencendo os conflitos ideológicos, num campo minado de ideias antibíblicas.
Assim como Daniel, em qualquer geração deste lado da vida, um crente precisará manter-se firme numa cosmovisão bíblica diante de outras leituras de mundo que, de maneira parcial ou inteiramente, ameaçam nosso compromisso com a glória de Deus. Principalmente nesse nosso mundo pós-moderno que elogia com entusiasmo o perfil “metamorfose ambulante” e deprecia com militância os que mantêm “uma velha opinião formada” sobre quase tudo.


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

HUMILDE DE ESPÍRITO.
Bem-aventurados os humildes de espírito
Mateus 5:1-3

Esta é a primeira das nove bem-aventuranças proferidas por Jesus no Sermão do Monte. Cada bem-aventurança é composta por uma característica e uma promessa. As características não são exigências para salvação, antes são atributos que devem ser almejados por todo o crente, a partir do seu novo nascimento em Cristo. A plenitude desses aspectos será realidade na vida do crente, apenas no futuro reino Milenar de Cristo.
A expressão “bem-aventurado” remete a alguém que pode dizer-se “quão verdadeiramente feliz; afortunado; ditoso”. Uma experiência que vai além da emoção superficial. É o bem-estar concedido por Deus aos fiéis, independentemente das circunstâncias. Nela, Jesus nos ensina a Sua maneira para que seus filhos alcancem a alegria verdadeira que procede apenas dEle mesmo.
Ser “humilde de espirito” é negar a autossuficiência e ter uma opinião correta de si mesmo, conforme Romanos 12:3, que diz: “Porque, pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um.” Ter humildade é reconhecer nossa total dependência de Deus, estar ciente de nosso estado pecaminoso e consequentemente perdição e desesperança à parte de Deus.
A primeira bem-aventurança já nos mostra que mesmo o mais piedoso entre todos os crentes, não deve se gloriar de sua espiritualidade, pois, ser humilde é primeiramente reconhecer que não podemos fazer nada de bom, sem a ajuda de Deus e que na verdade não temos poder em nós mesmos para cumprir o que Deus requer de nós, antes, viver de forma que agrada a Deus é viver na dependência de Deus.
“Porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:3b). A promessa do reino dos céus para os humildes de espírito comprova que para um pecador ser salvo é necessário antes de tudo reconhecer seus próprios pecados e a insuficiência pessoal para se chegar até Deus. Lucas 19:10 declara: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido”; ou seja, todos na verdade estão perdidos e apenas os que reconhecem essa condição poderão ser achados por Cristo. Cristo veio buscar o pecador perdido. Nós não fomos até o céu para buscar Jesus, antes, Ele veio a este mundo, morrer pelos nossos pecados para nos conduzir até o céu.
“Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (I Pedro 3:18). Portanto, o reino dos céus, é um rico e gracioso presente concedido àquele que reconhece sua total falência espiritual, crendo completa e unicamente em Cristo Jesus como meio de acesso a Deus.
Sendo Deus sábio e gracioso, deu seu Filho Jesus Cristo para morrer pelos pecadores e realizar a obra completa da salvação, sem ajuda humana (pois na verdade não existe nada que poderíamos fazer), para que toda glória seja dada apenas ao Deus Trino. Quanto a nós: “Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída” (Romanos 3:27). Todo aquele que foi alcançado pela graça de Deus, em Cristo, após reconhecer sua insuficiência e perdição, acaso não deveria viver sempre para glória de Deus, tendo a humildade como grande evidência em sua vida? Vigiemos e sejamos humildes “porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.” (I Pedro 5:5).
“Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Romanos 11:36).



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Um Natal Bíblico


Na mente de muita gente, o relato do Natal parece um conto de fadas. É emocionante, bonito e desperta bons sentimentos. O casal José e Maria, os reis magos e as figuras angelicais são lembrados como meros coadjuvantes, de um episódio onde o protagonista, ainda infante, encanta e inspira simplicidade.   
Essa forma de imaginar o Natal é tão comum, de tal maneira, que muitos tendem a considerar a narrativa do nascimento de Cristo, na mesma categoria de textos de ficção. Além disso, na mídia e no mercado, tanto brilho e ornamentação, geralmente ofuscam o verdadeiro significado do Natal.
Então, o que a Bíblia revela sobre o nascimento de Jesus Cristo, o grande Natal? O Natal bíblico tem importantes fundamentos. Dois deles: o fundamento histórico e o teológico.
O nascimento de Cristo tem endereço no tempo e no espaço e ocorreu como fato histórico verídico. O Natal bíblico tem um fundamento na história, sim; mas não para por aí, pois esse mesmo acontecimento também tem fundamento na teologia. Além de ter registro no tempo e no espaço, tem lugar dentro do plano de Deus. Não se limita a um grande momento da história humana, mas abrange o clímax do propósito divino. Aquele Natal, na terra da Judeia, dominada pelos romanos, durante um recenseamento da população do império, apontava para a ocorrência entre os homens, de um evento que já estava agendado na eternidade.
 O primeiro recenseamento de César Augusto conduziu Maria para Belém, justamente quando ela estava no nono mês de gestação. Enquanto o imperador romano, em seu governo provisório, movia uma gigantesca estrutura política e social, visando manter seu domínio entre os homens na terra; nos céus, Deus, em seu governo providencial, sem esforço, soberanamente cumpria sua promessa do grande Natal. Um esplêndido testemunho bíblico de que às “mãos dos césares”, nunca estiveram e jamais estarão fora do controle das “mãos de Deus”.
O Natal bíblico mostra que história e teologia estão entrelaçadas de maneira indissociável. Como anotou o escritor John G. Mechan: “Cristo Morreu – isto é história; Cristo morreu pelos nossos pecados – isto é doutrina. Sem estes dois elementos, conjugados em união absolutamente indissolúvel, não há Cristianismo”.
Nas festividades natalinas, corremos o risco de que essas ocasiões sirvam apenas para reunir a família com deliciosas comidas na mesa, trocar presentes entre amigos e tirar fotos (já pensando nas redes sociais) em meio às decorações caprichadas.
Por isso, estejamos atentos, para que o nosso Natal exulte o nome e celebre a obra daquele que esteve numa humilde manjedoura, foi humilhado numa horrenda cruz, mas ressuscitou em glória, garantido que todo aquele que nEle crê desfrute pessoalmente de um segundo momento natalício: o do novo nascimento em Cristo Jesus!

Desejo-lhe um Feliz Natal!

Pr. Charles Nascimento